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Desdobramento do Julgamento do Dissidio Coletivo

18 de Outubro de 2021 - 15:00

                                                     Ministro pede vistas e Julgamento do Dissídio é adiado.

Hoje durante o julgamento do Dissídio Coletivo de Greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST), o ministro Ives Gandra entrou com pedido de vista e suspendeu o julgamento. O relator ministro Alexandre Agra Belmonte fez seu voto restabelecendo parte dos direitos que foram duramente retirados no ano passado. Dentre os direitos foram: recomposição de 9,75% retroativos a 01/08; volta dos 15% quando se trabalhar aos sábados; rejeição do banco de horas; volta das Setoriais; devolução dos valores descontados indevidamente ano passado; retorno dos 70% das férias.

Durante a sessão, o representante do Ministério Público do Trabalho se manifestou favorável à reconvenção, que seria a volta das cláusulas retiradas. No entanto, não ficou claro se seriam de todos os nossos direitos.

Infelizmente, mais uma vez, o ministro Ives Gandra "aliado da ECT" utilizou de uma manobra e suspendeu o julgamento trazendo mais uma vez prejuízos a categoria que terá que aguardar até a próxima sessão de DCG. Com o sentimento de que não passaria a proposta feita pela direção da ECT, o ministro pediu vista com claro objetivo de postergar ainda mais o sofrimento dos trabalhadores e até favorecer a direção da ECT na tramitação do PL 591/21, que autoriza a privatização dos Correios.

A FENTECT junto com a sua assessoria jurídica continuará o seu trabalho para barrar os ataques e retrocessos propostos pela direção da ECT. Vamos demostrar que a empresa vem mentindo em relação ao TST para não garantir direitos históricos para os trabalhadores.

Em 2020, Ives Gandra atuou junto com a direção da ECT para retirar os direitos históricos da categoria, no entanto, este ano vamos lutar pela retomada desses direitos. Não podemos aceitar que mais uma vez o ministro Ives Gandra junto com a direção da ECT traga prejuízos a nossa categoria. A FENTECT continuará pressionando e trabalhando para que o TST tenha sensibilidade e devolva os direitos usurpados da categoria no ano passado.

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